26/11/2014

O que o casal deve conversar antes de marcar a data do casamento

Oi gente!! Tudo bem com vocês??
Mais um post sobre casamento!!! No primeiro post eu falei do meu almoço de noivado e no segundo post eu falei sobre as coisas que eu acho fundamentais em um homem para casar! 

Peço mil desculpas por não ter postado ontem e por não responder comentários hoje. Estou em crise de sinusite! 


Mas enfim. No post de hoje eu vou falar sobre coisas importantíssimas, sobre as quais, todo casal deveria conversar antes de marcar a data do casamento, na minha opinião. Quero mais uma vez dizer que eu não sou casamenteira, psicóloga, conselheira amorosa, ou consultora financeira. Esse post está sendo baseado nas minhas opiniões e nas coisas que eu fiz com o Bruno antes de marcarmos a data, e que até agora deu certo.

1 – Regime de bens:
Esse é um assunto bom para ser discutido entre o casal. É bom fazer uma pesquisa antes de tomar qualquer decisão, para que o casal analise os prós e os contras de cada uma das divisões de bens, para que juntos analisem e decidam a que se encaixa melhor com os noivos. Nessa página aqui, vocês verão algumas informações sobre cada tipo e poderão discutir melhor sobre o assunto juntos!

2 – Onde vão morar:
Já dizia o velho ditado, quem casa quer casa. E acreditem, os preços de imóveis no Brasil estão quase que abusivos. Principalmente se você mora no Rio de Janeiro, assim como eu, onde os imóveis estão super valorizados por causa dos eventos que aconteceram e acontecerão aqui (Copa do mundo, Olimpíadas, JMJ…). Isso tudo encareceu muito.

Existem 3 opções para os pombinhos: comprar, alugar ou construir. Comprar é uma opção boa hoje em dia, principalmente para as pessoas que não tem uma renda alta. O programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal facilita muito a aquisição de um imóvel dando condições de pagamento melhores que há alguns anos atrás.

Mas vale pensar que, geralmente, os financiamentos imobiliários duram por um tempo muito longo (20 anos, 30 anos…). A não ser que você já tenha um ótimo valor de entrada ou uma renda legal para reduzir a quantidade de parcelas. Mas pensem direitinho se vocês terão condições de arcar com as parcelas por tanto tempo ou se é melhor esperar um pouco, juntar mais dinheiro e dar uma entrada maior no futuro.

Existe uma sombra formada pela cabeça das pessoas quando o assunto é aluguel, porque dizem que o valor é alto e você estará pagando por algo que nunca será seu. Mas dependendo do imóvel que você quiser comprar, as mensalidades de um aluguel podem sair ainda mais baratas que as parcelas de um financiamento de um imóvel no mesmo padrão. Então, na minha opinião, é uma opção que pode servir como uma saída para o casal, já que, a maioria está no início de uma vida profissional e tem medo de entrar em um financiamento imobiliário por tanto tempo, chegar lá na frente e perceber que não tem condições de pagar.

Construir, na minha opinião, é a forma mais econômica que vocês podem encontrar, SE A OBRA FOR MUITO BEM PLANEJADA. O problema de construir é o tempo que a obra pode durar, além de imprevistos que podem acontecer com o passar dos dias. Como eu moro na cidade do Rio de Janeiro, fica muito difícil de encontrar um terreno legalizado, com um preço acessível e uma boa localização. Geralmente os terrenos por aqui são em áreas mais afastadas, que podem dificultar o dia a dia. Os pouquíssimos terrenos perto de locais mais movimentados custam quase o preço de uma casa pronta. Mas se vocês encontrarem um terreno bom, legalizado, e tiverem tempo e paciência para construir o seu imóvel, é uma boa opção.

3 – Filhos:

Algumas pessoas podem dizer “Filhos? Mas a pessoa ainda nem casou e já está pensando em filhos?”. Veja bem, não é para vocês discutirem quantos filhos terão no início do casamento, mas sim, quantos filhos vocês pretendem ter e em que fase da vida pretendem ter. Devem discutir até se vocês pretendem ter um filho ou se vão se prevenir por toda a vida para que isso não aconteça.

Eu e o Bruno não temos o objetivo de termos filhos. Sério. Isso não passa pela nossa cabeça. Pelo menos não nos 5 ou 8 primeiros anos do casamento. Mas se isso acontecer estaremos felizes. Por isso que é importante que o casal converse sobre os planos e sonhos de cada um, e se planejem para que a família cresça na hora certa.

4 – Religião, Cultura e Valores:

Eu nunca pensei que religião fosse um fator extremamente relevante para que houvesse um relacionamento entre duas pessoas.  Até porque, religião não é sinônimo de caráter. O que eu quero dizer é que, não é pelo fato de eu ser católica que obrigatoriamente tenho que me casar com um católico. Entende? Mas quando duas pessoas tem valores muito enraizados em algo, se esses valores forem muito diferentes, pode ser que hajam discursões e problemas futuramente.

Por isso, se vocês pensam muito diferentes um do outro, é bom que o casal tenha maturidade para conversar, esclarecer o que ambos pensam, o que ambos acreditam, o que ambos vivem… e assim chegarem a uma conclusão ou decisão que agrade os dois, ou que não atinja diretamente os valores de um dos dois.

5 – Estipular um orçamento para o início da nova vida:

Se o casal quer começar uma vida juntos, eu acho que o melhor é que comecem sem apertos. Casar é caro. Acho que todos os casais do planeta tiveram um momento desanimador quando começaram a procurar orçamentos pro grande dia. Além de organizar o casamento, o casal tem que ter um bom valor guardado para gastos com imóvel, mobília, taxas com cartório…

É bom que antes de qualquer coisa, vocês tracem um valor máximo a ser pago. Procurem ver o imóvel. Vejam se vão comprar, alugar, construir, ou se darão a sorte de ganhar a casinha dos pais. Caso comprem ou construam, vejam quanto será necessário para a obra ou para a entrada, e juntem um pouco mais do que é necessário.

Depois que estipularem um orçamento máximo a gastar, vejam em quanto tempo vocês levarão para juntar esse valor. Além disso, quanto tempo levarão para juntar o $ da festa? Sendo assim, vale a pena dar uma festa? Vale a pena comprar um imóvel agora?

6 – Como vão lidar com o dinheiro:

Depois de definir o quanto vocês poderão gastar e definirem o tempo que precisarão para economizar esse valor, é hora de traçar uma estratégia. Os dois precisam estar de acordo com a estratégia formulada para alcançarem o objetivo dos dois.

Eu e o Bruno, por exemplo, estamos economizando muuuito. Por quase 1 ano chegamos a economizar 75% de toda a nossa renda conjunta!! Não saímos como antes, não comemos fora como antes, trocamos o cinema pelo Netflix, trocamos o Subway pela casquinha mista do Mc Donald’s, trocamos um feriadão numa casa de praia com os amigos por um feriadão em casa assistindo filme e rindo das palhaçadas um do outro, abrimos mão de comprar o nosso carro agora e continuamos andando a pé ou no máximo de bicicleta…

Até eu me acostumar foi difícil. Ele cobrava disciplina da minha parte, e eu ficava irritada pelas cobranças dele. Eu queria juntar dinheiro, queria me casar, ter a minha festa de casamento, comprar o meu imóvel, mas não queria me sacrificar. As coisas só funcionaram melhor para nós dois quando nós dois começamos a pensar iguais nesse sentido.

Por isso é importante que o casal converse sobre finanças, sobre a forma como vão lidar com o dinheiro antes do casamento e depois dele também.

7 – Carreiras:

Esse tema é muito importante na minha opinião, porque afeta diretamente no estilo de vida do casal, no tempo disponível que terão um para o outro e na renda familiar. É muito importante que os dois saibam os objetivos profissionais um do outro. Já pensou se o seu sonho é trabalhar em Nova York e o dele em Shangai ? Bom, casamento à distância… Essa é nova! Rsrs

É preciso saber se cada um vai respeitar as decisões do outro, como o casal pode enfrentar possíveis mudanças, e como cada um vai lidar com a opinião do outro.

Nessa conversa, levem em consideração como vai ser o trabalho de cada um, se exigirá muito tempo fora de casa, se haverão horários fora do padrão, viagens de negócios… Dependendo das informações levantadas, tentem ser flexíveis um com o outro. Tomem decisões partilhadas e respeitosas. Conversem bastante sobre o assunto. Acho esse tema bem importante para casais que pretendem mudar de cidade ou país alguma vez.


8 – Sabe aquele defeito? Como é que vai ser?


Bom, ninguém agrada a outra pesoa 100%. Isso é fato. Não vamos confundir a personalidade de um indivíduo com um defeito. Eu acho que, na grande maioria das vezes, o casal deve tentar se entender e procurar viver com as diferenças de forma amigável. Mas existem coisas que não são apenas características da personalidade. São defeitos! São erros.

Exemplo: Mariazinha e Joãozinho vão se casar. Mas Joãozinho é um cavalinho que vive dando patada na Mariazinha.

Deu para entender a diferença, né? Antes de assumirem um compromisso sério e definitivamente marcarem a data do casamento, acho que deveriam ter um papo cabeça.

Vamos lá gente, se vocês querem se casar, vocês já tem idade e maturidade suficiente para conversarem sobre assuntos delicados, assim como esses que envolvam defeitos de ambas as partes.

Tentem conversar, cada um expõe a sua opinião e oferece melhorias para o outro. Esse tipo de conversa dá muito certo para mim e para o Bruno. Ambos tentam melhorar, não só pelo outro, mas por si próprio. Joãozinho não pode viver a vida inteira dando patada em todo mundo. Concorda?

9 – Quando vamos ver meus pais?
Algumas pessoas podem pensar “Mas não tem nem o que discutir”. Eu acho que tem sim. Família é algo que a gente leva para a vida inteira. Não tem como se separar. Não é por isso que você precisa viver agarrada com a sua família e deixar o marido de lado. Não é isso que eu estou falando. Eu quero dizer que, mesmo levando uma vida de casados, não podemos nos esquecer das pessoas que estão conosco desde o nosso início.

Conversem sobre quando vocês irão na casa dos seus pais, quando irão na casa dos pais dele, se os pais de algum morar em outra cidade, conversem sobre com que frequência viajarão para visitar os familiares…

Outra questão importante quanto a atenção à família, é onde passaremos datas comemorativas? Dia das mães vamos passar na casa da minha mãe ou da sua mãe? Podemos passar na casa das duas ou fica inviável? Natal? Dia das crianças? Dia dos pais? Eu acho que esse tipo de conversa é importante para que o casal não perca contato com os seus failiares, e para que não acabe gerando algum tipo de ressentimento ou até ciúmes por parte da família que está morrendo de saudades…

10 – Vícios (álcool, drogas, cigarro, jogos…):
Algumas pessoas podem até se assustar com esse tipo de questionamento, mas acredite, dependendo da situação do casal, é muito importante. Ok, não é todo casal que tem um membro com algum vício. Mas é algo que deve ser observado, e até conversado pelo casal, dependendo da situação.

Dentre todas as opções que eu listei neste post, essa foi a única que eu e o Bruno não fizemos, pois não temos nenhum tipo de vício. Mas se algum de nós tivesse, a decisão mais correta, na minha opinião, seria tratar desse problema. Se por acaso essa for uma realidade do casal, não tenham medo de conversar sobre o assunto.

Se você pretende se casar com uma certa pessoa, provavelmente você já deve ter observado se o seu amor tem uma “tendência” a algum vício ou não.

Se o seu amor tem alguma propensão a um vício (seja alcóolico, narcótico…), é importante que o casal converse antes do casamento. Reflitam e discutam como vocês vão enfrentar essa situação. Discutam se, de repente, seria interessante que um dos dois procurasse uma ajuda profissional. Vejam como vocês vão lidar com essa situação juntos.

Então é isso gente! Eu espero que tenham gostado do post.

Beijinhos!

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Comentários

  1. Anne disse:

    Adorei o post, são mesmo coisas muito importantes a se conversar!
    Beijo

Web designer e webmaster por profissão, blogueira por coração. Carioca, baixinha, risonha e friorenta. É apaixonada por café, comida boa, cosméticos, maquiagem e beleza. Se sente bem com coisas bobas e costuma rir do nada. Faz piadas de si mesma, não entende suas doideiras, assume seus tropeços mas não perde o rebolado. Noiva do Bruno não para de falar em casamento. Ela é gente boa!



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